"Que a escrita me sirva como arma contra o silêncio em vida, pois terei a morte inteira para silenciar um dia"



Leia, comente e deixe seu link para que eu possa retribuir a visita.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Um bebê a caminho...


Olá galerinha, que me acompanha aqui.
Primeiro desculpas, sei que dei uma sumidinha boa, mas é que nos últimos dias estive super ocupada com a faculdade. Aquele TCC está me matando, mas parece que valerá a pena. Daqui 15 dias vou a SP, apresentá-lo em um congresso nacional de educação, como estou anciosa!
Mas essa não é o único motivo da ausência, acontece que tem gente nova a caminho.. Isso mesmo, meu noivo e eu acabamos "pincelando" demais e a obra de arte ficou pronta, rsrsrsr. agora é só ela crescer.
Descobri há um mês, hoje, estou com 10 semanas, e meu Deus, como estou enjoada! Sem falar no sono, no cansaço, na indisposição... mas mesmo assim, agora já não abro mão, rsrsrsr, quero é ver logo meu picuruhuzinho...
Vou tentar ser mais presente aqui, compartilhando com vcs a alegria que estamos sentindo do lado de cá do PC.
Espero logo, logo saber se será menino ou menina...
por enquanto é só, abraços a todos.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Sem palavras

Eu, como uma gestante de quase 9 semanas, muito chorei ao ver esse vídeo.
Espero que ao invés de causar o temor que causou em mim, fazendo me lamentar por conta do mundo que Esta sendo gerado para meu pequeno bebê, vc, leitor, tenha o amor de deus renovado em seu coração.

As cenas são muito fortes.
Sem mais palavras. Apenas lágrimas.


http://youtu.be/5O7Nnb94r3Q?t=7s

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Metades

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.
Composição: Oswaldo Montenegro

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Brasileiro é assim...


Tá Reclamando do Lula? do Serra? da Dilma? do Arrruda? do Sarney? do Collor? do Renan? do Palocci? do Delubio? Da Roseanne Sarney? do Jader Barbalho, dos politicos distritais de Brasília, do Jucá, do Kassab, dos mais 300 picaretas do Congresso? 
Brasileiro reclama de quê?

O Brasileiro é assim:

A- Coloca nome em trabalho que não fez.

B- Coloca nome de colega que faltou em lista de presença.

C- Paga para alguém fazer seus trabalhos.

1. - Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.

2. - Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.

3. - Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.

4. - Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, e até dentadura.

5. - Fala no celular enquanto dirige.

6. - Usa o telefone da empresa onde trabalha para ligar para o celular dos amigos (me dá um toque que eu retorno...) - assim o amigo não gasta nada.

7. - Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.

8. - Para em filas duplas, triplas, em frente às escolas.

9. - Viola a lei do silêncio.

10. - Dirige após consumir bebida alcoólica.

11. - Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.

12. - Espalha churrasqueira, mesas, nas calçadas.
 
13. - Pega atestado médico sem estar doente, só para faltar ao trabalho.

14. - Faz "gato " de luz, de água e de TV a cabo.

15. - Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.

16. - Compra recibo para abater na declaração de renda para pagar menos imposto.

17. - Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas.

18. - Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou R$10, pede nota fiscal de R$20.

19. - Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.

20. - Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.

21. - Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado.

22. - Compra produtos 'piratas' com a plena consciência de que são 'piratas'.

23. - Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.

24. - Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem.

25. - Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.

26. - Frequenta os caça-níqueis e faz uma 'fezinha no jogo de bicho'.

27. - Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos, como clipes, envelopes, canetas, lápis... como se isso não fosse roubo.

28. - Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe das empresas onde trabalha.

29. - Falsifica tudo, tudo mesmo... só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado.

30. - Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem.

31. - Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve.

E quer que os políticos sejam honestos.... Escandaliza-se com o mensalão, o dinheiro na cueca, a farra das passagens aéreas...
Esses políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo, ou não?

Brasileiro reclama de quê, afinal?

E é a mais pura verdade, isso que é o pior! Então sugiro adotarmos uma mudança de comportamento, começando por nós mesmos, onde for necessário!

"Fala-se tanto da necessidade deixar um planeta melhor para os nossos filhos e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores (educados, honestos, dignos, éticos, responsáveis) para o nosso planeta, através dos nossos exemplos...." 


Autoria desconhecida

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Fundamentos da Educação: Currículos e Programas

Os fundamentos da educação vem sido discutido  por vários estudiosos e rege sobre a relevância da compreensão adequada de educação e ensino já que nas  ciências pedagógicas e sócias a realidade toma olhares e dizeres, através de conceitos e práticas e esta realidade multifacetada evita a explicação de uma única vertente. Os novos paradigmas ditam (prevêem) incertezas refazendo novos caminhos a se trilhar, determinando reconfigurações de identidade sociais. Conceitos visíveis mostrado em ações coletivas da classe, fenômenos relacionados ao processo de constituição de indivíduos em sujeitos autores, relacionando a dialética de uma sociedade de identidades somente podem ser significadas nas diferenças.
Para definir os fundamentos da educação tomamos como base os conceitos sociais, psicológicos, biológicos e filosóficos.
Entendemos como conceito social aquele que dita e projeta  o aluno como um ser social que interage de acordo com a sociedade em que vive, os fundamentos sociológicos postulam que os educadores devem oferecer ao aluno a capacidade de se adaptar em qualquer âmbito da sociedade independente da camada social que ele ocupa e isto deve ser feito de  forma gradativa através da classe (turma). Já os conceitos psicológicos consideram a educação como qualquer situação que produz ou conduz à aprendizagem e dentro do âmbito da educação considera a sistematização e a capacidade de transformação como atributos principais. Os conceitos biológicos levam ao professor noções para que ele possa entender os fatores biológicos que insere diferenças entre os alunos para que ele venha trabalhar de forma que essas diferenças possam desaparecer, ou seja, atuando sobre as variações individuais da espécie humana não deixando  tais variações  interferir no processo ensino/aprendizagem. Os conceitos filosóficos buscam no educador a prática de filosofar sobre o que faz a fim de usar este processo na melhoria da educação.
Para definir currículos e programas usaremos a concepção de currículo que o defino como um conjunto de conhecimentos e habilidades intelectuais selecionados e transformados em saberes escolares, aplicados a alunos de uma determinada escola a fim de direcioná-los á uma educação de qualidade, onde não se deve ignorar os saberes populares e a bagagem que o aluno carrega em si, deve-se ser agregado ao currículo  um conjunto de elementos que trazem em si influencias sobre o aluno, elementos como material didático, atividades, relação aluno/professor, aluno/escola, ambiente físico e sociológico no qual o aluno é submetido. O currículo escolar não se deve ser fragmentado e sim adequado à idade e realidade de cada aluno.
Assim como a educação , o currículo escolar, em sua trajetória histórica vem sofrendo alterações e sendo alvo de discussão por estudiosos, que tentam entender, montar e delinear as funções do currículo escolar, no entanto defendemos a idéia de o conteúdo circular da educação deve ser passado ao aluno de forma criativa e lúdica abrangendo todos o segmentos onde o aluno é submentido, o lar, a sociedade, ou seja, deve ser exposto ao aluno de forma que conteúdo venha interagir com a vida do aluno fora da escola.
A educação e ensino nunca caminharam próximos, no entanto, há ainda um grande abismo entre eles. Pois ainda existe profissionais que vêm a educação como adestramento de sujeitos levando o  aluno a ver  o ensino como ameaça, despertando nele o desejo de libertação levando-o a fuga. Em conseqüência de fatores pelas várias lutas, a história inverteu estes objetivos dando ênfase aos sinais, a educação, do povo foi e ainda é temida, enquanto se defende a idéia que  toda criança tem direito a escola, sendo atualmente obrigatório que as crianças a partir dos 6 anos estejam na escola, no ensino fundamental. A educação em todos os seus aspectos deve abranger o conceito onde descobrimos os educandos como gente não apenas como alunos foram redescobrindo – nos como gente, humanos, ensinantes de algo mais do que nossa matéria. Relativizando conteúdos, repensando, selecionando os em função dos alunos, de sua formação e educação. Diante deste processo, de redefinir o saber escolar, as funções sociais, políticas e culturais da escola em função de projetos de sociedade e de ser humano, de cidade e de cidadania não perdemos a centralidade nem do conhecimento, nem do oficio de ensinar.

Frase do dia

"Aprenda como se jamais fosse capaz de saber tudo; guarde bem o que aprendeu, como se temesse perder tudo"

Confúcio

terça-feira, 2 de agosto de 2011

O Grito

Por Marina Silva

Visitei três vezes a Noruega.
Em duas fui a trabalho, como ministra do Meio Ambiente, e, na última, tive a honra de receber o Prêmio Sofia. Já da primeira, impressionei-me com a ausência de ostentação, que pude ver em três dimensões: nas ruas, com a simplicidade das pessoas; nas esferas de poder, como no austero gabinete do amigo Erik Solheim – que acabara de ser nomeado ministro- e, principalmente, na arte, em uma visita ao Museu Nacional, onde vi a obra “O Grito”, de Edvard Munch.
Tão dura expressão do horror humano ante a fúria da natureza despertou-me um sentimento ambíguo de plenitude, no qual se combinavam medo e gratidão. Sensibilizada, expressei-me em versos: “Mesmo sem voz é profética, mesmo sem rima é poética, mesmo sem forma é estética, mesmo em segredo revela-se”.
Para mim, a arte permite conhecer algo mais elevado e profundo da condição humana -e agradeço a Deus por essas mensagens. Até o medo faz parte dessa plenitude.
O pavor que grita no quadro de Munch é o de um tempo em que não agredíamos tanto a natureza e, embora nos sentíssemos vulneráveis, talvez não o fôssemos tanto quanto hoje.
O pavor que sentimos em relação à natureza talvez seja o que ela sente em relação a nós. Sou grata pelo aprendizado.
Magnífica a arte, de incessantes profecias, até quando ignoraremos o que seu olhar antecipa? Os noruegueses gritam pelo massacre ocorrido na semana passada. Todos gritamos, solidários na dor.
Como em Munch, o pavor de hoje foi antecipado em seu significado essencial: talvez horror ainda maior do que a natureza nos causa quando nos enfrenta possa advir do cavalo de Troia oculto em nós mesmos. O que tememos é algo terrível que subsiste na natureza humana, uma sabotagem contra a diversidade da cultura e da vida, que é a mais preciosa condição de sua continuidade sobre a Terra.
Sublime é o medo quando se torna um temor respeitoso de que esse laço, de pertencimento à natureza e unidade entre os seres humanos, possa se romper de vez.
O povo norueguês, que carrega sua simplicidade nesse tempo de delírio consumista, que apoia programas internacionais, inclusive no Brasil, na defesa do ambiente e da biodiversidade, encontrará os meios de ressignificar o irreversível. Temos ainda de buscar força diante das dores e dos massacres que vivemos.
Talvez encontremos esperança nas palavras Hannah Arendt, para quem os homens “embora devam morrer, não nasceram para morrer, mas para recomeçar”. Mergulhando em nossa dor, acharemos o ponto onde ela se origina: ao nos separarmos da natureza a ponto de nos opormos a ela, separamo-nos e opomo-nos a nós mesmos. Precisamos, portanto, recomeçar.
Fonte: Folha de S.Paulo

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Nossa esperança esta no futuro...

“Uma verdade colocada no coração de uma criança irá frutificar no presente e no futuro. Aquela criança que ouve a voz gentil de seu (sua) professor (a) na classe pode virar um Lutero e ajudar o mundo com sua proclamação veemente da verdade. Que nenhum homem despreze os jovens ou pense que são insignificantes. Eu reivindico o lugar da frente para eles. Eles são o futuro do mundo. O passado já se foi e não podemos alterá-lo. Até mesmo o presente já se foi à medida que o vivemos. Nossa esperança está no futuro; portanto, abra espaço para as crianças, abra caminho para os meninos e meninas”.
(Charles Spurgeon)

"Nada na vida deve ser temido, apenas compreendido" - Marie Curie

11° Congresso Nacional de Iniciação Científica
CONIC - SEMESP - 2011 - O maior congresso de iniciação cientifica do país. EU VOOOOU!

QUANDO E ONDE ACONTECERÁ O CONGRESSO
•Data de Realização:
18 e 19 de novembro de 2011.
•Local:
Universidade Santa Cecília – Rua Conselheiro Nébias, 649 - Boqueirão – Santos / SP
O SEMESP realiza anualmente o CONIC – Congresso Nacional e Internacional de Iniciação Científica, com o objetivo de identificar talentos e estimular a produção de conteúdo científico com potencial para a transformação da realidade, através do exercício da criatividade e do conhecimento adquirido. O Congresso apoia o desenvolvimento intelectual contínuo dos alunos do Ensino Superior, incentivando a pesquisa, a arte e cultura e facilitando seu contato com o que há de novo no mercado, ao mesmo tempo em que promove visibilidade e valor aos trabalhos apresentados. Para os professores-pesquisadores e para as próprias Instituições de Ensino Superior (IES), o Congresso é um estímulo ao engajamento dos estudantes de graduação no processo de investigação científica, contribuindo para a formação de profissionais altamente qualificados. Além disso, entendemos que a contribuição científica agrega para a IES um inestimável valor social e institucional.

CONIC-SEMESP traduz, na prática, a iniciação científica oferecida pelas IES, como forma de contribuição
capaz de propiciar o desenvolvimento científico e tecnológico perseguido, especialmente, pelo Brasil.

Participe - Mais informações aqui

Bolsas de estudos - Ciência sem Fronteiras

O programa Ciência sem Fronteiras começa a sair do papel na próxima segunda-feira, 1°, quando o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulgará as regras e os primeiros editais para concessão de bolsas no site do programa.

O programa visa conceder aproximadamente 100 mil bolsas de estudos a estudantes brasileiros para as melhores universidades do exterior.

Média de 600 no Enem será um dos pré-requisitos...
Aos interessados em participar, resta aguardar os editais e confirir a lista, (que promete não ser pequena), e torcer para que os demais requisitos não sejam inalcansáveis para estudantes de baixa renda ou de faculdades particulares.

A iniciativa é aplauzível, aqueles que se atém aos estudos e pesquisas cientificas, terão uma oportunidade explendorosa.

Boa sorte..

Será o fim da Letra Cursiva?

EUA abandonam ensino da letra de mão

Defensores da medida, que provoca polêmica, argumentam que as crianças não necessitam mais escrever com caneta no papel.

É moçada... e o efeito do avanço das tecnologias, será que a moda pega aqui no Brasil? leia a Reportagem do Jornal Estadão e comente.


O ensino da letra cursiva (de mão) será opcional em Indiana e deverá ser banido definitivamente nos próximos anos. A decisão deve ser seguida por mais de 40 Estados americanos que também consideram esta forma de escrever como ultrapassada. Na avaliação deles, é mais importante se concentrar no aprendizado das letras bastão (de forma).
O argumento dos defensores desta lei, que provocou polêmica nos Estados Unidos nas últimas semanas, é de que hoje as crianças praticamente não necessitam mais escrever as letras com caneta ou lápis no papel.
Seria mais importante elas aprenderem a digitar mais rapidamente, já que quase toda a comunicação acontece por meio de letras de forma nos celulares e computadores.
"As escolas devem decidir se pretendem ensinar letra cursiva, mas recomendamos que deixem de ensinar e se foquem em áreas mais importantes. Também seria desnecessário encomendar apostilas que ensinem letras cursiva", diz um memorando do Departamento de Educação de Indiana.
A Carolina do Norte também já anunciou que adotará uma medida similar, segundo suas autoridades educacionais.
A Geórgia é outro Estado americano que recomenda o fim do ensino, segundo seu porta-voz Matt Cardoza, apesar de "aceitar que os alunos aprendam a letra de mão caso os professores considerem necessário".
Esses Estados, assim como outros 40, integram o Common Core Stated Standards Initiativa (Iniciativa para um Padrão Comum de Currículo), responsável por tentar padronizar o ensino básico nos Estados Unidos. O grupo defende abertamente o fim do ensino da letra cursiva.
Jody Pfister, diretor de um distrito escolar em Indiana, escreveu artigo em um jornal local defendendo as mudanças. "Se olharmos antigos documentos ou se vermos a escrita de mão dos tempos da guerra civil, eles eram verdadeiros trabalhos artísticos e certamente perderemos parte disso. Mas temos de levar em conta o progresso", escreveu o diretor.
Os opositores, além de levar em conta a tradição, dizem que a letra representa em parte a personalidade das pessoas, especialmente nas assinaturas, e também permite que sejam lidos documentos históricos, como a declaração de independência dos Estados Unidos.
Um encontro da Master Penmen, a associação internacional dos instrutores de letra de mão, deve se encerrar hoje no Arizona com um repúdio à decisão em Indiana. Eles contam também com um apoio indireto do presidente Barack Obama, que tem o costume de escrever cartas de próprio punho para algumas pessoas, inclusive para eleitores.
Trajetória. Até poucas décadas, o ensino da letra cursiva nos países ocidentais era inquestionável, e crianças passavam horas aperfeiçoando a letra em cadernos de caligrafia. O importante, além de tornar os traços legíveis, era ser capaz de escrever de uma forma considerada bonita. Foi com a pedagogia moderna que a exigência da letra cursiva começou a ser questionada. Com o tempo, cadernos de caligrafia caíram em desuso.

Fonte da Notícia

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Enquete... participem

"A escola está cada vez mais chata", segundo o Ministro da Educação. Na sua opnião o "efeito chatice" é devido principalmente a:

Deixe seu comentário aqui, após votar acima.

Minha Estréia

"Fiz de minha vida um enorme palco,
sem atores para a peça em cartaz
Sem ninguém para aplaudir esse meu pranto que vai pingando e uma poça no palco se faz
Palco triste é esse meu mundo desabitado, solitário me apresento como astro
Astro que chora, ri e se curva a derrota.
E derrotado,muito mais astro me faço.
Todo mundo reparou no meu olhar triste, mas todo mundo já estava cansado de ver isso
E todo mundo se esqueceu de minha estréia, pois todo mundo tinha um outro compromisso
Mas um dia meu palco escuro continuou e muita gente curiosa veio me ver
Viram no palco um corpo já estendido.
Eram meus fãs que vieram para me ver morrer
Esta noite foi a noite em que virei astro.
A multidão estava lá, atenta como eu queria
Suspirei eterna e vitoriosamente, pois ali o personagem nascia
E eu, ator do mundo com minha solidão morria."

Por, Herzer


sexta-feira, 15 de julho de 2011

Dinâmica - Bexiga na roda

Objetivo: cooperação, agilidade, atenção e trabalho em equipe;
Material: uma bexiga por participante;

Desenvolvimento: dividir em equipes de número igual, cada equipe deve formar um círculo. Cada participante terá em mãos uma bexiga que deverá estar cheia. O professor enumera todos os participantes, cada grupo com sua numeração, após todos estarem posicionados a dinâmica começa. Ao sinal do professor um número será falado, este número será o mesmo para as duas equipes que estão participando, devem coincidir com os participantes nos grupos.
Ex. número 1, deve sair correndo os dois números 1 de cada equipe;
Os números sorteados terão que sair correndo ao redor do círculo no sentido antí horário, voltar até a posição inicial, chegando no seu lugar, terão que estourar o balão, quem primeiro estourar o balão marca um ponto para sua equipe.

As Tecnologias e a Educação: Aliados ou inimigos?

O livro há muito tempo tem deixado de ser o único instrumento usado na transmissão e armazenamento do conhecimento. Nos dias atuais vem sido incluídas no processo de ensino-aprendizagem ferramentas, que objetivam auxiliar e facilitar o trabalho dos educadores, com isso vamos abrindo espaço e conhecendo a denominada tecnologia educacional. Essas tecnologias estão penetrando rapidamente no contexto educacional, visto que já faz parte da vida social dos indivíduos, no entanto, para os responsáveis pela educação, sejam na família ou na escola é extremamente importante que conheçam essas tecnologias, e saibam como e quando utilizá-las, para que seus resultados sejam benéficos e não destrutivos.
Essas novas tecnologias diversificam o meio como adquirimos o conhecimento e até o próprio conhecimento, pois permite os alunos o acesso a um mundo mais diversificado e em menor tempo, além de dinamizar o processo pedagógico, atraindo mais a atenção dos educandos, possibilitando uma maior aprendizagem.
Consideramos como ítens dessa tecnologia educacional o rádio, a TV e o computador.
Todos eles são aceitos pela sociedade com excelentes meios de comunicação, e entretenimento, mas sem dúvida, o rádio é o que mais está presente devido ao baixo valor aquisitivo e a capacidade de possibilitar que os ouvintes executem outras atividades enquanto o escutam. Com isso, além da função de distração, ele ainda pode ser usado como ferramenta educativa. Ele, por transmitir informações instantâneas, de pessoa para pessoa (locutor para ouvinte), o que possibilita um alto nível de persuasão. Exemplo disso é o surgimento nos últimos anos das rádios comunitárias e escolares, que funciona como a voz da comunidade, discutindo e divulgando suas opiniões. O rádio pode ser estimulador do pensamento crítico, desde que utilizadas às programações que forneçam elementos necessários para tal fim.
Enquanto isso, o discurso televisivo pode influenciar a formação ideológica do cidadão e promover a mudança de atitude desmistificando conceitos sacralizados na sociedade. Podemos facilmente classificar a TV em três grupos, comercial, educativa e de entretenimento, tais finalidades quando aplicadas em conjunto tem grande influência nos telespectadores, pois é alta a sua capacidade de prender a atenção. Sua abrangência vai muito além quando vemos que a programação, pode também exemplificar modelos de pessoas a serem seguidos, moldando o caráter e o pensamento de quem a vê. São muitos os benefícios do uso da TV e do vídeo, no entanto, por nós não termos o controle do que é exibido, devemos estar atentos, visto que há uma mesclagem do que é bom e humanizador com o que é altamente destrutivo.
Não podemos falar em tecnologias da educação e deixar de citar o computador. Essa porta para o mundo tem se propagado e evoluído talvez, com a velocidade da luz. Acredita-se que ele, por meio da internet e softwares seja umas das mais eficazes ferramentas para promover a educação. A internet disponibiliza recursos que geram a troca de dados e informações instantaneamente, além de ser visualmente atrativa, permite a interação com mais de uma pessoa e de diferentes locais do mundo tudo com um único clique. É interessante ressaltar, que aliado a essa tecnologia, deve ser trabalhado fortemente questões como ética, o que gera o respeito às opiniões alheias e diminui a agressão virtual.
Como educadores precisamos estar cientes que o acesso e uso dessas e outras tecnologias, não nos torna melhores nem piores, como também não garante um bom desempenho dos educandos e o resultado benéfico esperado. As potencialidades desses recursos podem fugir ao controle dos educadores gerando graves problemas e conflitos, afetando o desenvolvimento e aprendizagem, pois assim como facilita o acesso a informações distintas, estas, podem ser verdadeiras ou falsas, e podem ser simplesmente “copiadas”.
Outro fator relevante é que os indivíduos, por estar inclusos em contextos diferentes, com experiências diferentes estão propensos a receber a informação que é transmitida por esses meio de um modo diferente do pretendido, o que pode exercer uma influência negativa e transmissões de ideais antiéticos.
Para concluirmos, ressaltamos que o educador, quando utilizando dessas tecnologias, deve estar atento àquilo que ele esta colocando ao alcance de seus alunos, bem como deve ter o máximo de controle possível do conteúdo e da classe, para que não utilize esse momento pedagógico como fim de distração ou laser. Os objetivos educativos devem estar claramente expostos para que não se desviem do caminho traçado para a aula.

Bom leitores e educadores, vale apena refletir, e se você se benefícia de algum desses meios, vale apena se preparar para isso..

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Saudades

Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,
eu sinto saudades...

Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,
de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...

Sinto saudades da minha infância,
do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,
do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...

Sinto saudades do presente,
que não aproveitei de todo,
lembrando do passado
e apostando no futuro...

Sinto saudades do futuro,
que se idealizado,
provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...

Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei!
De quem disse que viria
e nem apareceu;
de quem apareceu correndo,
sem me conhecer direito,
de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.

Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!

Daqueles que não tiveram
como me dizer adeus;
de gente que passou na calçada contrária da minha vida
e que só enxerguei de vislumbre!

Sinto saudades de coisas que tive
e de outras que não tive
mas quis muito ter!

Sinto saudades de coisas
que nem sei se existiram.

Sinto saudades de coisas sérias,
de coisas hilariantes,
de casos, de experiências...

Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia
e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer!

Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar!

Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar,

Sinto saudades das coisas que vivi
e das que deixei passar,
sem curtir na totalidade.

Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que...
não sei onde...
para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi...

Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades
Em japonês, em russo,
em italiano, em inglês...
mas que minha saudade,
por eu ter nascido no Brasil,
só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.

Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria,
espontaneamente quando
estamos desesperados...
para contar dinheiro... fazer amor...
declarar sentimentos fortes...
seja lá em que lugar do mundo estejamos.

Eu acredito que um simples
"I miss you"
ou seja lá
como possamos traduzir saudade em outra língua,
nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.

Talvez não exprima corretamente
a imensa falta
que sentimos de coisas
ou pessoas queridas.

E é por isso que eu tenho mais saudades...
Porque encontrei uma palavra
para usar todas as vezes
em que sinto este aperto no peito,
meio nostálgico, meio gostoso,
mas que funciona melhor
do que um sinal vital
quando se quer falar de vida
e de sentimentos.

Ela é a prova inequívoca
de que somos sensíveis!
De que amamos muito
o que tivemos
e lamentamos as coisas boas
que perdemos ao longo da nossa existência...
Clarice Lispector

Hoje, acordei assim.
com uma imensa saudade
de tudo, de todos, do que tive e do que jamais terei.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Dinâmica - Qual é O Doido?

OBJETIVO:
Descontração, quebra-gelo e o entrosamento entre a equipe.

CENÁRIO:

DESENVOLVIMENTO:
1. Convidar o grupo a participar da brincadeira pedindo a um voluntário que fique fora da sala algum tempo. Enquanto isso, o líder explica que o voluntário terá que descobrir quem é o doido do grupo.
2. Para confundi-lo, toda vez que o voluntário fizer a pergunta: “quem é o doido?”, todos se levantarão e farão gestos que demonstrem loucura. Ele terá três chances de adivinhar quem é o verdadeiro doido do grupo.
3. Na terceira chance, ele vai acertar impreterivelmente, pois isso já fica acertado com o grupo. Pergunta-se ao voluntário qual foi a maneira de ele ter acertado, quais os indícios que o levaram a adivinhar.
4. Convida-se o grupo para outra rodada.
5. Desta vez, porém, a ordem é que, na terceira vez que o voluntário perguntar, ninguém vai fazer gesto nenhum. Acontece que o voluntário que foi a primeira vez não sabe de nada, já que isto também foi combinado na primeira rodada, enquanto ele estava fora da sala.
6. Conclusão: quando o segundo voluntário perguntar pela terceira vez, só ele se levantará e fará gestos de maluco.

PROCESSAMENTO:
Agradecer a coragem do voluntário e ressaltar que essa técnica reforça o sentimento de equipe.

MATERIAL:
Nenhum.

Sobre o Homossexualismo.



Antes de fazer qualquer comentário, é importante frisar que uma coisa é criticar conduta, outra é discriminar pessoas. No Brasil, pode-se criticar o Presidente da República, o Judiciário, o Legislativo, os católicos, os evangélicos, mas, se criticamos a prática homossexual, logo somos rotulados de homofóbicos. Na verdade, o PL-122 é contra o artigo 5º da Constituição, porque o projeto de lei quer criminalizar a opinião, bem como a liberdade religiosa.
Vejamos alguns artigos deste PL:

Artigo 1º: Serão punidos na forma desta lei os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual, identidade de gêneros.
Comentário: Eles tentam se escorar na questão de raça e religião para se beneficiar. O perigo do artigo 1º é a livre orientação sexual. Esta é a primeira porta para a pedofilia. É bom ressaltar que o homossexualismo é comportamental, ninguém nasce homossexual; este é um comportamento como tantos outros do ser humano.

Artigo 4º: Praticar o empregador, ou seu preposto, atos de dispensa direta ou indireta. Pena: reclusão de 2 a 5 anos.
Comentário: Não serão os pais que vão determinar a educação dos filhos — porque se os pais descobrirem que a babá dos seus filhos é homossexual, e eles não quiserem que seus filhos sejam orientados por um homossexual, poderão ir para a cadeia.

Artigo 8º-A: Impedir ou restringir a expressão e a manifestação de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público, em virtude das características previstas no artigo 1º desta lei. Pena: reclusão de dois a cinco anos.
Comentário: Isto significa dizer que se um pastor, ou padre, ou diretor de escola — que por questões de princípios — não queira que no pátio da igreja, ou escola haja manifestações de afetividade, irão para a cadeia.

Artigo 8º-B: Proibir a livre expressão e manifestação de afetividade do cidadão homossexual, bissexual ou transgênero, sendo estas expressões e manifestações permitidas aos demais cidadãos ou cidadãs. Pena: reclusão de dois a cinco anos.
Comentário: O princípio do comentário é o mesmo que o do anterior, com um agravante: a preferência agora é dos homossexuais; nós, míseros heterossexuais, podemos também ter direito à livre expressão, depois que é garantida aos homossexuais. O parágrafo do artigo que vamos comentar a seguir "constituiu efeito de condenação".

Artigo 16º, parágrafo 5ª: O disposto neste artigo envolve a prática de qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica.
Comentário: Aqui está o ápice do absurdo: o que é ação constrangedora, intimidatória, de ordem moral, ética, filosófica e psicológica? Com este parágrafo a Bíblia vira um livro homofóbico, pois qualquer homossexual poderá reivindicar que se sente constrangido, intimidado pelos capítulos da Bíblia que condenam a prática homossexual. É a ditadura da minoria querendo colocar a mordaça na maioria. O Brasil é formado por 90% de cristãos. Não queremos impedir ou cercear ninguém que tenha a prática homossexual, mas não pode haver lei que impeça a liberdade de expressão e religiosa que são garantidas no Artigo 5º da Constituição brasileira. Para qualquer violência que se cometa contra o homossexual está prevista, em lei, reparação a ele; bem como assim está para os heterossexuais. A PL-122 não tem nada a ver com a defesa do homossexual, mas, sim, quer criminalizar os contrários à prática homossexual — e fazem isso escorados na questão do racismo e da religião.


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terça-feira, 5 de julho de 2011

A última crônica

A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever.

A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: "assim eu quereria o meu último poema". Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.

Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.
Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho -- um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular.
A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.

São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: "parabéns pra você, parabéns pra você..." Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura — ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido — vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.

Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.
                                    
 Texto extraído do livro "A Companheira de Viagem", Editora
 do Autor - Rio de Janeiro, 1965, pág. 174.

O bicho


Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.
Manuel Bandeira


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